segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Iacitatâ

Quando meu pranto quer reza
E rola em face
Alimentado pelo pesar
Desespero
Entrega

O grito de fora para dentro
No silêncio das quatro paredes
Na musica tênue ao fundo
Na casa forte
No olhar perdido

Tais costas jovens
Doídas
O peso de mil anos
Três pilastras
Queria eu me sustentar
Essa sensação do teu perder me vai além do medo do escuro

Há uma casa para o vazio
Para a falta
Para o que desconheço
Para o que eu nunca senti
Nem sei o que é

No não cair descobri
Nos teus braços senti
E são teus olhos minha casa
Tua casa o meu lar

Te sustenta que ainda não é hora
Faz de minhas lágrimas toda a força para ser
Teu existir
Finito
Minha fragilidade








Tua dor









Comeu meus miolos
Quebrou minhas pernas
Roubou-me o chão

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