domingo, 2 de junho de 2013

Consumido


Há um falta na minha calma
No meu não saber
Nessa vontade de ir embora

Há um vazio no meu olhar
Deixado por ti
Que caminha pelos dias de incerteza

Há o excesso de controle por sentir
Por querer saber
Cautela que vem
Devora
Mata

Há um perdido de mim nesse teu ir embora
No teu voltar doente
Na confusão revivida a cada novo teu ser

Há em ti tudo de mim
Aquilo que sei
Ainda além
O que me falta e não vi

Há em ti a minha procura
A ausência da paz
O levar dos meus dias

Minha mente
Não mais serena
Perdeu-se em um confuso olhar
Só há em ti

Apago as luzes
Reviro a cama
Engulo lagrimas
Enfureço
Revivo
Amo

Meu amor
Não há em ti nada que faça quietude
Há em ti tiros no escuro
Apagar
Realidade efêmera

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