Vai
Entre as incertezas do saber de si
Não te preocupas com a porta
O vento
Em seu tempo eterno
Inconstante
Se ocupa de fechar quando necessário for
Leva tua insensatez
Reflete sobre a vida
Que em seus diversos caminhos
Tortuosos
Fez-te perder-se no que não é teu
Acende o cigarro entre os dedos
Traga a vida
Não te preocupes com o que há
Eu vi e me contaram
O que está pra vir não se foi
Se o tempo levou ou não
O que há é inexistência dos mesmos
Perdemo-nos pelas esquinas
E junto à fumaça que sai dos cigarros
Fomos levados ao mundo pelo vento
Deixamos nossos olhos nos transeuntes
Cheiros e particularidades roubadas e misturadas
Perdemos a esperanças nas pedras
Morremos nos versos de Pessoa
Somos os mesmo machucados
Renascidos na experiência do ser
Ah
O amor
Ele foi morto pela efusão dos incertos
O que hoje existe
Pessoa que se cruzam
Sentimentos raros
Palpitações inexplicadas
Não acredito no romance dos doentes
Nas palavras que repetidamente aparecem
Naquilo que se tenta provar
Para existir basta ser
A ilusão é para tolos
Eu vivo de pés ao chão
Sorrisos não apagam a dor
O vento
Em seu tempo
Esse nos leva
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