Muito fajuto, indiferente e sem graça dizer que o mundo é uma roda gigante. Talvez de uma pseudo-poeticidade repetitiva que nem dê valor à pena. Está roda gigante cheia de bolhas individuais que perigam a linha tênue entre o atar e o desatar. Roda gigantes dos prazeres e desprazeres do decidir por expandir-se ou minimizar por essência.
O mundo é tão simples pra se complicar, as coisas são tão gigantes para diminuí-las em miudezas não recicláveis. Um piscar é tão longo diante da infinidade de perda de imagens e gestos que se não propositais surge uma raiva interior enorme por tê-los. A vida é curta. O sonho é curto. O ser é curto.
Apenas jogue o tênis velho atrás da porta, suspire e deixe-se sentir o ar. Somos areia levada pela maré, somos vitimas culpadas, somos fugacidade, somos nada. Somos o que somos, temos o que somos e existimos por nada nenhuma. Se viver é ser, deixe estar, um dia eu me contro. Um dia eu me sinto. Um dia eu subo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário