Quando você cai nas garras de suas próprias ideologias e crenças, talvez quando todos os laços de amizade são quase que desatados por um sentimento breve, nebuloso, resumidamente: complicado. Costumam dizer que sou complexa o bastante para não imaginar um relacionamento comigo, que eu tenho frescuras demais, que sou controversa. Que ao mesmo tempo em que sou extremamente liberal em alguns instantes, tenho surtos e me prendo a outras sem sentido algum.
Eu sou de amores complicados, na verdade controvérsias incríveis, assim como o negro de minha pele e a cor clara da palma de minha mão; minha cor negra e meu nariz afinalado de características brancas. Mistura de índios, europeus, escravos. Sou de amores que vão além do físico e tais amores me traíram de uma maneira quase impossível de se imaginar. Parece engraçado e tosco para quem observa de fora, mas por um momento comecei a imaginar, em meu jeito torto e com mandingas desalinhadas, se não havia sido mau olhado, praga, maldição.
A verdade é a seguinte: eu não dou sorte no amor.
Sou de entregas fora de tabus, de esperanças quase sempre cortadas quando nascidas... Atropelos... Um coração que não encontra equilíbrio entre dureza e delicadeza quando se fala nesse sentimento tão carnal. Quando amizade, quase uma criança, de gestos meigos e que, às vezes, parecem eternamente regados por um vício verde; quando amor, um desespero que levanta risadas, preocupações e procura de um simples-complexo entendimento.
Na realidade, não era nada disso que queria falar de mim, mas é que é complicado, se é que me entende. Não pense que sou de rodeios. Mas é que, bom, talvez já tenha ficado muito claro que não sei lidar muito bem com esses amores de amores. Olha, talvez ria de mim por minha indecisão e complexidade gerada em coisas tão simples, mas isso tudo são analises de lágrimas, sorrisos, raiva, decepção. São todas as marcas da minha face única e cheia de novelas, romances, paixões.
POSTADO EM 26 DE OUTUBRO DE 2011 EM TRANSCOTIDIANO
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