Nem o álcool
As fugas
Os caminhos
Distantes
Distintos
Meu eu
Desregulado desabitar
Há em mim uma imensidão ferrenha
Uma dor que se expande
Um viver sem razão
Uma ideologia cheia de causa
Que preenche
Mas mata em seu faltar
Há em meu olhos
- Verdes distantes -
Vasto campo de dor
Um penar
Infinito meu
Melodia desorientada
Eu tô morrendo um pouco por dentro
E tenho morrido todos os dias
Morrido em esquinas
Me perdido entre rostos
Me deixando em janelas
Eu tenho morrido todos os dias
Morrido todos os dias e nem sei o que sou
Morrido todos os dias e há tanto vazio
Eu tenho morrido todos os dias
Me deixando entre cinzas
Entre mundos
Em multidão
Assim
Entre a descrença humana
Morrendo aos poucos
Me vejo entre planos
Afogando o que há de mórbido
Me perdendo entre o tédio
Morrendo e me parindo
Osso gasto desse mundo cão

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