De uma profundidade estranha
Que vaga por aí lavando caminhos
Olhos que cantam o sorriso de uma solidão
Dessa voz que cala corpo adentro
Dessa seriedade que me incomoda
Diz para mim sobre essa liberdade
Desse ir e não ir que me perdem em você
E essas mares que saem daqui
Teu sorriso inquieto inconstante
Esse navio sem rumo de um alto mar
De um caminho que nada me diz sobre si
Diz sobre essa imensidão
Essa fronteira do teu eu
Deita sobre mim
Meu sentir sentido
Deixa ser esse coração
Inteiro corpo carne ossos
Tua estampa em mim
Tua lua aqui toda noite
Toda manhã
Todo dia
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