domingo, 26 de janeiro de 2014

Domingo

Morremos aos domingos
Com a dor fina no peito
O escurecer melancolia do dia
A calmaria dolorosa
Que arrebata
Embaralha o mundo por dentro
Nos tira a paz
Aperreia a alma
Faz bagaceira
Pede aquele velho cigarro
O morrer calmante de cada dia

Gira meu corpo no frio do colchão
A música dolorosa que acalma que reconforta
A lágrima que chaga ao olho e não vem
Os amores que brotam inconstantes
A duvidas
O saber do não saber de si
Que se exalta
Que me come
Que mata

Eu quero a boemia do bar da esquina
Acabar esse vazio que vai e vem no álcool
Me perder nas luzes amarelas da melancolia
A música triste
A vida do invisível                                                                      
O esquecer que se acaba no lembrar
O tudo e o nada no infinito que não sou

Ontem assisti um filme triste
Me permiti uma poesia alegre
Fingi minha alegre melancolia
Entre passos, samba
O coração não é uma caixa que se preenche
Nada sou

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