terça-feira, 6 de agosto de 2013

Da janela

Vagando pela rua
Entre pernas transeuntes
Procuro em rostos e costas
Existência vaga
Teu cheiro
Teu ser

Meu cigarro
Quase apagado
Preso em meus dedos
Amarrado como a vida
Que vem
Sufoca
Mata

Viver é demasiada dor de cabeça
E o passar dos dias
Lentos
Teus doces
Raros lábios
Me levam a um tempo que era de você

Perdido na memória de outras
Teu corpo se confunde
Entre a falta de importância cotidiana
Tenho te deixando entre lembranças
Teu vir sempre tão confuso
Ah, minha doce serenidade
Para onde levou

Meus olhos firmes no vazio
Voltados a vagas janelas
Perdidos entre as memórias do teu rosto
Caídos sobre as velhas fotos
Caídos onde se perdeu o amor
Tenho me despedido diariamente
Tenho me despido diariamente

Este que em teu gosto amargo nos tira a fome
Este que entre pensares nós toma o sono
Este que nos tira de nós
Teu eu em outros olhos
Teu ser perdido entre esquinas
Teu cheiro perdido entre corpos
Os outros
São todos ocos

Nenhum comentário:

Postar um comentário