A poesia
Parida no cotidiano
Da janela que olha
[...]
Não vê
[...]
Do amontoado
Corpos sobrepostos
A poesia
Amante do banal
Em teu sexo
Rebolar dos corpos
Vai e vem
Quadris incertos
A poesia
Desnuda em criação
Da mulata com brilho nos olhos
Do sorrir
Do suor
Do que percorre o corpo
A poesia
Prostituta
Vende-se ao tempo
Percorre os dedos do vento
Arrasta-se pelo mar
Morre na fuga do amanhecer
A poesia
Nauseante
Pesadelo do concreto
Ausência do nada

Nenhum comentário:
Postar um comentário