quarta-feira, 12 de junho de 2013

Essência



A poesia
Parida no cotidiano
Da janela que olha 
[...]
Não vê
[...]
Do amontoado
Corpos sobrepostos

A poesia
Amante do banal
Em teu sexo 
Rebolar dos corpos
Vai e vem 
Quadris incertos

A poesia
Desnuda em criação
Da mulata com brilho nos olhos
Do sorrir
Do suor
Do que percorre o corpo

A poesia
Prostituta
Vende-se ao tempo
Percorre os dedos do vento
Arrasta-se pelo mar
Morre na fuga do amanhecer

A poesia
Nauseante
Pesadelo do concreto
Ausência do nada

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